segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DIA TENSO DE CONCURSO PÚBLICO


Dia tenso em Concurso público de Limoeiro-PE



Aconteceu neste domingo, dia 25 de Setembro, a realização do concurso público de Limoeiro e a nossa reportagem foi às ruas para saber dos candidatos o que eles acharam das provas e a maioria achou as provas horrível e muito difícil, até parece que querem nos derrubar comenta um dos candidatos. As questões de matemática foram muito difíceis e deixou muita gente sem saber o que responder e optando pelo famoso chute. Até quem fez a prova para merendeira reclamou das questões da prova. As de informática também não foram nada fáceis e muitos reclamaram de terem saído com dor de cabeça mediante a tensão e a dificuldade em se responder as questões. Achamos que eles querem eliminar mesmo e quem não se esforçou mesmo e prestou bastante atenção dançou. Assim que sair o gabarito da prova nós divulgaremos.
 
Blog Coisas da Vida

domingo, 25 de setembro de 2011

PT E PSOL PODEM SE COLIGAR EM BOM JARDIM

PT e PSOL podem se unir em Bom Jardim pela oposição

Em política tudo pode acontecer. E mais ainda quando o fato é em Bom Jardim, município do interior pernambucano que respira o “assunto”. Muita água ainda vai rolar até o fechamento das coligações, mas já é real a possibilidade do Partido dos Trabalhadores (PT) se unir ao PSOL. Nas últimas eleições, o PT esteve com o prefeito João Lira, onde apresentou o nome do vice. Já o PSOL teve candidato próprio representado pelo professor Edgar Santos. Na cidade, ainda ventila-se a possibilidade do PT ter seu candidato, já que o funcionário público Lúcio Mário aparece como forte pré-candidato.

Blog do Agreste

TEXTO: UM PREFEITO POLÊMICO

O texto de hoje é sobre atualmente uma das figuras mais controversas da política pernambucana: trata-se de Manoel Botafogo (PSDB), atual prefeito de Carpina;

O ex-pedreiro foi eleito prefeito em 2004, desbancando a família Lapa, que já vinha governando a cidade há anos. O povo carpinense colocou nas costas dele a responsabilidade de administrar a maior cidade da zona da Mata Norte do estado.

Entretanto, durante seu governo, Botafogo se envolveu em várias polêmicas. A mais conhecida delas foi em 2008, quando o radialista Dênis Araújo acusou o prefeito de tentativa de homicídio. O radialista, que fazia uma reportagem em frente à prefeitura, foi perseguido por Botafogo, armado com um facão.

O radialista entrevistava na ocasião integrantes dos sem-teto, que protestavam e queriam entrega das casas que tinham sido prometidas pelo prefeito.

"De repente o prefeito desceu do carro com um facão, correndo para me matar. Precisei correr cerca de 200 metros para não morrer e fui salvo por um moto-taxista que passava pelo local", contou o radialista.

Mas as polêmicas não param por aí. O mesmo Manoel Botafogo, que quando era oposição, criticava a família Lapa por querer mandar e desmandar não só em Carpina, mas em toda região, seguiu o mesmo caminho. Ao passo que ele se reelegeu prefeito de Carpina, lançou sua irmã Judite Botafogo (PSDB) para a prefeitura de Lagoa do Carro, eleição da qual ela saiu vitoriosa. Não obstante, Botafogo ainda lançou seu filho Botafogo Filho (PDT) para deputado estadual, que inclusive, aqui em Limoeiro, foi apoiado por Zé Higino.

Manoel Botafogo ainda comprou briga com Antônio Moraes, deputado estadual pelo PSDB, e com Jarbas Vasconcelos (PMDB), na época das eleições para governador em 2010. Botafogo foi um dos vários gestores municipais filiados ao PSDB (entre os quais, o próprio prefeito de Limoeiro, Ricardo Teobaldo), que declarou apoio ao governador Eduardo Campos, mesmo sua legenda integrando a coligação da candidatura de Jarbas Vasconcelos. Teriam havido até mesmo troca de farpas entre o gestor e o ex-governador, que na ocasião, até disse: "Botafogo tem todo o direito de apoiar o que quiser, desde que fale a verdade". Na época, Botafogo disse que Jarbas nada fizera por Carpina, enquanto o peemedebista se defendeu citando as obras de seu governo (1999-2006), que beneficiaram Carpina e região.

Mas parece que Botafogo acha pouco, pois ele acabou de se envolver em mais uma polêmica: Botafogo cedeu um terreno público para a construção de uma empresa que entre os sócios, está o prefeito de Timbaúba, Marinaldo Rosendo (PSB). Os vereadores de oposição Marta Guerra (PMDB) e Charles Meira (PRB) entraram com representação no Ministério Público contra essa doação.

O vereador Cláudio do Gesso (PSDB), que é situacionista, respondeu aos oposicionistas da seguinte forma: "Tudo bem que ele não é santo. Mas só porque o cara é preto e pedreiro querem derrubá-lo".

sábado, 24 de setembro de 2011

TEXTO: O BRASIL TERIA SIDO CITADO NA BÍBLIA

ORIGENS DOS INDÍGENAS DO BRASIL
Paulo Setúbal
Dos “Ensaios Históricos”

ONFROY DE THORON
Não há, no pórtico da nossa História, pergunta mais natural do que esta: de onde vêm esses bugres que os mareantes toparam no Brasil alvorecente? De que estranhas terras, e como, e de que jeito, e quando, surgiram por aqui esses gentios emplumados, de batoque no beiço, que atroavam os matos brutos com o ribombo dos trocanos e o estrépito das inúbias bárbaras? Uma curiosidade ferretoante, desde a primeira página, chuça o nosso fundo racional. A gente anseia logo por desvendar a origem daqueles dois selvagens, "pardos, maneira de avermelhados, de bons olhos e bons narizes" que Cabral recolheu a bordo, que agasalhou mimosamente, que fez dormir na capitânea sobre coxins da Pérsia, entre muitas fofezas, num aturdimento. Mas a curiosidade aguça-se apenas: não há resposta cabal. Teses, muitas. Autores, muitos. Mas tudo cipoal desnorteante.

CARLOS E CHINESES
Assim, para o nosso preclaríssimo Varnhagen, os silvícolas provêm certamente de povos da mais alta antiguidade. E destes povos, pelas suas semelhanças foram com certeza de "Carlos" os ancestrais do bugre. E lá arrazoa, muito grave:
"O facto dos selvagens do sul se chamarem "Carys", de se denominarem "Caryjós" ("Cariões, escreve o cronista Herrera) e de designarem, como honra, por esse nome, aos europeus que aqui aportavam como amigos (de onde proveio "caryoca") nos deu a suspeita de que os antigos emigrantes teriam este nome. E hoje temos quasi a convicção de que houve effectivamente para o Brasil uma grande emigração dos próprios Carlos… etc." Mas o nosso Varnhagen já vai longe. Quanta coisa afirmou o categórico historiador, lá dos píncaros do seu dogmatismo, que se esbarrondou por terra, em cacos! E nessa questão de etnografia, então, nem vale falar. Já se ventilou tanta hipótese nova! Vários etnógrafos, como de Guignes à frente, bradam, com pesados argumentos, que os bugres descendem em linha reta dos chineses. Vieram os nossos pré-avós pelo estreito de Bhering. Baseiam-se os cientistas, para tal, nem só nas usanças do índio, na cor, nos olhos amendoados, na língua aglutinante, como também, e acima de tudo, num famoso pergaminho, arquivelho, desenterrado por acaso de um palácio de Pequim. E a relação detalhada, com nomes e datas, escrita por um bonzo budista, Hoei-Chin, que partiu com outros missionários chineses, em tempos imemoriais, para a terra de Fong-Sang (América). . .
Mas para outros (e quantos!) nem cários, nem chineses. Os índios são apenas os frutos de nautas que aqui viveram, nautas de países vários, que as procelas e os naufrágios arremessaram nas nossas praias. O homem pré-colombiano tem um pouco de todas as antigas nações navegantes: impossível fixar-lhe um tronco só.

O HOMEM DOS SAMBAQUIS
Mas a etnografia andou. E andou rasgadamente. Descobriram-se ossadas, veio à baila o estudo dos crânios, desencavou-se muito estranho artefato de cerâmica, fizeram-se aprofundamentos terríveis na língua quichua. Só o Sr. Fidei Lopes, insigne glotólogo argentino, descobriu, não há muito, duas mil raízes sânscritas no quíchua! Foi nessas pesquisas, no cavar cemitérios de índios e no coligir ossos fossilizados em "sambaquis" Selvagens, que nasceu a corrente do "Homem dos Sambaquis".
O etnógrafo J. B. Lacerda, e, mais tarde, o Dr, Rodrigues Peixoto ("Nos estudos craniológicos sobre os botucudos") trouxeram da investigação dessas ossadas antiquíssimas uma curiosa convicção. Ei-la: "antes dos índios que os descobridores aqui encontraram, houve na América, seguramente uma raça muito rude, muito primitiva. Trata-se de uma "raça invasora" que desceu lentamente ao longo da costa, desaparecendo depois sem deixar outros vestígios senão as ossadas dos sambaquis". Essa raça inferior não era mais do que uma etapa avançada do homem originário, autóctone, que existia no Brasil. E esse homem autóctone estava descoberto: era o fóssil da Lagoa Santa. Que fóssil é esse?. Antes de falarmos da famosa ossada, que os sábios dizem ser o "homem primitivo", rememoremos o. precursor dessa audaciosa tese.
BRASSEUR DE BOURBOURG
Há um cientista notabilíssimo, grande entre os grandes, o padre Brasseur de Bourbourg, que estudou vastamente as antiguidades americanas. São copiosos os seus livros. Um deles é deliciosamente pitoresco: a tradução, com um prefácio muitíssimo erudito, do "Popol Vuh", o Livro Sagrado dos quichés. Outro é a obra imensa, o louro fulgurante do padre sábio: "História das Nações civilizadas do México e da América Central". Pois foi esse cientista, com a sua autoridade cultista, com a sua autoridade culminante, quem lançou esta novidade atrevida, rudemente chocante: o homem americano não provém de ninguém! Os outros povos, sim, é que provém do bugre: a América é o berço da humanidade! Houve muita gente que zombou de Brasseur de Bourbourg. . . Grande zombaria entre os etnógrafos coevos… Mas a tese do padre, dia a dia, ganha vitórias sérias. Já ninguém mais ousa rir-se da ousadia inovadora. Ainda agora, estudando o Brasil, o Dr. Lund, dinamarquês eminente, outro sábio de nota, o "criador da paleontologia brasileira", chegou a conclusões verdadeiramente de pasmar. Conclusões que cimentam fortemente a hipótese de Bourbourg. Assim, para o Dr. Lund, o tipo ancestral do selvagem é o "homem da Lagoa Santa".

O FÓSSIL DA LAGOA SANTA

Recolheu o sábio ossadas que descobriu em mais de duzentas cavernas. E estudou, especialmente* o homem fóssil encontrado na Lagoa Santa. É um fóssil típico, nunca visto. Tem, segundo afirma, todos os caracteres físicos de ossos fósseis. E assinala, muito particularmente, o fato de "serem tais ossos em parte "petrificados", parte penetradas de partículas férreas". Ora, a "imensa idade dos fósseis" ressalta materialmente provada. É tamanha essa antiguidade que vai além do descobrimento do Brasil. Mais do que isso: vai além de "todos os documentos que existem sobre o homem". E isto porque, até hoje, ainda ninguém achou, em parte alguma, ossos humanos em estado de petrificação. Demais, pelo estudo dos crânios, afirma o Dr. Lund que eram estes do "tipo geral da raça americana", mas que "diferiam de todas as raças humanas existentes!"
Ao mesmo tempo que concluía serem assim as ossadas descobertas as mais velhas do mundo, estudava 0 dinamarquês as condições geológicas do Brasil. O Dr. Lund é mestre nesta especialidade.
E pela disposição das rochas primitivas, pelos estratos que as circundam, pela formação dos depósitos marítimos secundários, o ilustre professor firmou-se nesta convicção, que aturdiu os geólogos de todo o mundo: "o Brasil já existia, quando as mais partes do mundo estavam submersas no seio do oceano universal. E assim pelo que ficou exposto, toca ao Brasil o título de SER O MAIS ANTIGO CONTINENTE DO PLANETA".
As premissas do sábio, como se vê, são claras:
O Brasil é o país mais velho do mundo; o homem da Lagoa Santa, que a habitava, é também o homem mais velho do mundo.

Donde, esta conclusão natural: não são os bugres Que provieram de. outros povos, mas sim os outros povos, que provieram do bugre. A América foi o berço da humanidade.
Eis a ciência, a mais moderna, alicerçando as ousadias do padre Brasseur de Bourbourg.
A TESE DE ONFROY
Mas de todas as teses explicativas da origem do homem americano, não há nenhuma tão fascinante como a de Onfroy de Thoron. O grave cientista viveu doze anos na América. Estudou, pesquisou, meteu-se no mato, atirou-se às cavernas, decifrou monumentos, tudo! Exímio conhecedor das línguas selvagens, tendo penetrado com profundeza a quíchua, o sânscrito, o grego antigo, o hebraico, erudito tremendo, Onfroy de Thoron lançou uma corrente etnográfica que é pura maravilha de argumentação. Uma corrente que, pelo bizarro, toca às raias da mais sedutora fantasia que a ciência possa engendrar.
Onfroy de Thoron demonstrou, com rigorosa lógica, que os índios do Brasil provêm de um só povo: são descendentes dos marinheiros bíblicos de Salomão, o grande rei! Não conheço tese defendida com mais calor, com mais eloquência, com mais convicção. É ele quem exclama, a uma assembleia de sábios, categoricamente: "A descoberta que fizemos — do caminho que seguiam os navios de Salomão e do Rei de Tiro há 2.880 anos, para chegar à América será nesta memória demonstrada de maneira irrefutável". — Sigamos o etnógrafo sedutor.
Andam pelos livros sagrados referências constantes às pedras raras do "país de Ofir", ao ouro de "Parvaim", as maravilhas de "Tarschisch". No Paralipómenos, Livro II, há isto: "Salomão adornou o seu palácio de belas pedras preciosas e do "ouro de Parvaim".
Pois bem: Onfroy de Thoron, com larga erudição, com lógica absolutamente cerrada, chega a localizar tudo isso — Parvaim, Ofir, Tarschisch — no Brasil! Parece incrível mas é a verdade. Mas como pôde Onfroy chegar assim a tão estranha conclusão? Leiamo-lo, Está tudo no "Voyage de Vaisseaux de Salomon au fleuve des Amazones" publicado pela Câmara de Manaus, 1876.
PARVAIM
Eis o engenho admirável com que o etnógrafo localiza Parvaim na bacia amazônica:
"Comecemos, por fazer conhecer "Parvaim". O exame dessa palavra é importante; ela por si só é uma revelação. Salomão conseguia o ouro de outra parte que não fosse de Ofir e Tarschisch. Conseguia-o de Parvaim. Parvaim é pronúncia alterada de "Paruim", por isso que o antigo alfabeto latino confundia o "v" e o "u"; que o "iod" que é a vogal "i", muitas vezes se lê com a pronúncia de "ai" em hebraico. Porém, no texto hebraico, o ouro de "Parvaim" está escrito "Zab-Paruim"; no grego dos Setenta, acha-se igualmente "Paruim". A terminação "im" indica o plural hebraico. E vem acrescentado a "Paru", porque, efetivamente, existem na bacia superior do Amazonas, no território oriental do Peru, "dois rios auríferos", um com o nome de "Paru", outro, com o de "Apu-Paru", o "rico Paru". Ora, os dois rios de nome "Paru" fazem justamente, no plural, o "Paruim" dos hebreus. Eis, pois, um dos lugares bíblicos perfeitamente indicado e por nós descoberto!"
De onde se vê que o pobre, o selvagem rio Paru, no vale do Amazonas, é o tal falado "Parvaim" dos hebraicos… Mas não é só Parvaim. A famosa "Ofir" também fica no Brasil. Escutemos o sábio:
OFIR
"Para se ter uma ideia do que era Ofir, é mister procurar a significação deste nome; porém, antes de tudo, é necessário certificar-se do modo por que se escreve em caracteres hebraicos. No cap. 10 do Livro I dos Reis, v. II, acha-se escrito em língua hebraica de dois modos: "Apir" e "Aypir", e no cap. 9, v. 28, assim se lê — "Aypirá". Mas "Aypirá" não é senão o nome mal pronunciado de Yapurá, grande afluente do Amazonas, ou do rio Soliman. Assim, como se vê, nada se opõe a que o "Aypirá" da Bíblia tenha vindo do nome do rio Yapurá.
Esta última palavra é composta de "Y" que significa "água", e de "apura", que é o nome de "Apira" ou Apir, "água ou rio de Apir ou Ofir". Este lugar célebre está, pois, achado e claramente designado; e, apesar de uma distância de 2.880 anos, seu nome só tem sofrido a alteração de uma vogal: Yapurá, em lugar de Yapira. E isto no meio de povos selvagens que não falam hoje o quíchua dos Antis."
Não pode haver nada mais concatenado, nem mais bizarro! Um Ofir no Brasil… O rio Yapurá é a decantada Ofir! E isto sustentado ferozmente por um sábio, e não por um poeta. Vamos agora a Tarschisch.
TARSCHISCH
"Foi evidentemente esta região (alta Amazónia) que no tempo de Salomão recebeu o nome de Tarschisch, pois a etimologia, desta palavra é da língua quichua, que é a dos Antis.
Tarschisch origina-se de "Tari" "descobrir", "chichy" "colher ouro miúdo". Tarschisch é, pois, o lugar onde se descobre e colhe o ouro miúdo. O abandono de Ofir, a vizinhança de Parvaim, que foi preciso também abandonar, pois que era necessário internar-se consideravelmente, as facilidades oferecidas pelas novas descobertas e a etimologia de Tarschisch, são um concurso de circunstâncias que determinam a região onde se achava Tarschisch".
Assim, identificados os três lugares bíblicos, ainda há, frisante, a prova provada da influência de Salomão no Brasil. É o rio Solimões. Eis:
SOLIMÕES – SALOMÃO
"O rio das Amazonas, desce da embocadura do Ucaial, até a foz do rio Negro, tem ainda o nome de "Solimões". Pois bem: este não é nem mais nem menos que o nome alterado de "Salomão", nome que ao grande rio tinham dado as expedições do rei-poeta. Em hebraico é "Solima", em árabe "Soliman". Ora, os cronistas referem que a oeste do Pará existia uma grande tribo conhecida pelo mesmo nome de "Solimões" ou "Soliman".
* * *
O que mais enleva em Onfroy não é tanto o arrojo da tese: é o entusiasmo, a quentura, a forte sinceridade com que ele eruditamente a defende. O sábio, eloquente e lógico, quase convence. E a gente, ao fim do livro, por menos sonhador que seja, fecha os olhos fascinado: e vê desfilar, mastreada e garbosa, a frota do rei magnífico. As grossas galeras, com dragões talhados à popa, rasgam pesadas as águas do Amazonas. Homens, esguios como tamarindeiros, toscamente cobertos de pele de dromedários, batem os remos na correnteza virgem, ilhada de vitórias-régias. São todos eles do país moreno dos sicômoros e das cisternas. Têm olhos febrentos como as areias lampejantes dos seus desertos. E vêm todos, num deslumbramento, a romper a bruteza pré-histórica dos nossos matos, buscar ouro e monos para as trezentas mulheres do poeta da Sulamita…

MERECIDO! PRÊMIO PARA IRANDHIR SANTOS

Ator limoeirense,Irandhir Santos, é premiado como melhor ator coadjuvante

Foto: André Durão/UOL
O ator limoeirense, Irandhir Santos, dotado de um talento amplo, acaba de receber mais um prêmio para expor em sua coleção. Ele foi premiado como melhor ator coadjuvante, por sua atuação em Tropa de Elite, filme de José Padilha. Bastante emocionado, Irandhir, ao receber o prêmio ressaltou: “Fico bastante feliz de ter apenas 11 anos de ofício e ter meu trabalho reconhecido a nível nacional, devo agradecer também a Padilha (Diretor do filme Tropa de Elite), por ter me concedido esta oportunidade em minha carreira”, concluiu Irandhir. “Desde criança gosto de cinema, sou um grande espectador. E quando eu tive a primeira oportunidade, comecei a fazer os filmes.”
 
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HISTÓRIA: CARTA DO CORONEL CHICO HERÁCLIO

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Coronel Chico Heráclio, sentado em sua cadeira,
no município de Limoeiro, quando guardava luto
pelo falecimento de sua segunda esposa, D. Virgínia (1955)
Tomando como partida o post anterior sobre o lançamento da campanha contra a corrupção eleitoral no Brasil, transcrevemos abaixo uma carta do Mandão de Limoeiro, município do interior pernambucano, Chico Heráclio, datada de 1954, na qual o “coronel” fala sobre seus desejos, e sobre ter solicitado favores (ou exigindo?) de Agamenon Magalhães, eleito governador em 1951, com 10 mil votos a mais que seu adversário, apoiado por Vargas, João Cleofas.
A intenção do post é simplesmente ilustrar para o leitor do Acerto de Contas algumas posturas politicas e o poder de um chefe, coronel, mandão local (ou outro título que se lhe o conceda) para com qualquer representante do poder Estadual dentro de seus domínios.
Claro que o caso de Chico Haráclio é um caso especial, tendo em vista sua intensa atividade de publicação de textos e boletins em jornais e outros veículos de comunicação, bem como a posição política estratégica de seu município. Os grifos são nossos e apenas reforçam certos termos e pedidos.
Segue o boletim do coronel:
No tempo do Estado Forte, passei, sete anos, de baixo, mesmo assim, nunca deixei de atender aos meus amigos e correligionários, satisfazendo-os independente de política. Nunca os abandonei. E por isso eles também não me abandonaram, o que deram a prova quando houve as primeiras eleições para Presidente da República. Quando estava para chegar a Democracia, um dia chegou à minha casa um emissário do interventor Agamenon Magalhães, por sinal Dr. Oswaldo Lima, me dizendo que o Dr. Agamenon mandara me entregar Limoeiro. Eu respondi que, aqui, ele tinha a Polícia e o Prefeito. Limoeiro era do povo, logo ele nada tinha para me entregar.
Depois, veio, outro emissário, o Dr. Novais Filho e como confiava nos meus amigos fiz as seguintes exigências: 1° voltar o distrito do Cedro a Limoeiro. 2° botar água em Limoeiro e 3°: Dr. Severino Pinheiro ser incluído na chapa de deputados federais.
Por aí demonstro que não tenho vaidade de grandeza, pois tive oportunidade e nada pedi para mim. Até hoje, não tive orgulho e nem vaidade de ser grande, porque se tivesse no primeiro oferecimento teria aceitado a chefia de Limoeiro.
Boletim do coronel Chico Heráclio, datado de 1954.
Fonte: Marcos Vinicius Vilaça e Roberto Cavalcante de Albuquerque. Coronel, coronéis. 4° ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. pág. 149.

FEIRA DE ARTESANATO EM LIMOEIRO

Feira de Artesanato é mais uma opção para o final de semana em Limoeiro

Foto: Divulgação

No próximo domingo (25), a Feira de Artesanato de Limoeiro será mais uma atração do final de semana. A partir das 16h, os artesãos já estarão na Praça da Bandeira, no Centro, expondo e comercializando seus produtos. A feira segue até as 21h, com artesanato em madeira, vidro, tecido e produtos recicláveis.
A criatividade e a variedade do artesanato é o grande diferencial dos artistas limoeirenses. Preços populares também garantem boas vendas. A infraestrutura é garantida pela prefeitura de Limoeiro.
 
Blog Giro de Notícias

Henrique Filho acompanha ação de saúde visual que atende mais de 50 moradores de Limoeiro

Mais de 50 moradores de Limoeiro tiveram acesso a atendimento oftalmológico nesta terça-feira (11), durante edição do Projeto Quero Ver Bem,...