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| Alguns candidatos a presidente do Brasil de 1989 |
Nas proximidades de mais uma eleição presidencial, cabe-nos lembrar da primeira eleição direta depois do fim do regime militar, em 1989. Resta saber como hoje existem tão poucas opções para submeter seu nome à sociedade brasileira. Além da maléfica polarização até agora entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), até o presente momento, tem-se colocado os nomes de Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite (todos no PSD), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e até mesmo se falam em Michel Temer (MDB).
Em 1989, primeira eleição direta após o fim da Ditadura Militar, a safra de candidatos parecia mais avançada. Haviam lideranças respeitáveis de todos os campos políticos. Representando a direita nacionalista, havia o dr. Enéas Carneiro (PRONA), que se destacou principalmente na eleição de 1994. Já pela direita liberal, foram colocados os nomes de Affif Domingos (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e o próprio Fernando Collor (PRN), que então era governador de Alagoas e viria a ser eleito presidente.
Entre alguns signatários do morto e sepultado regime militar, haviam Paulo Maluf (PDS) e Aureliano Chaves (PFL), que foi o último vice-presidente no período militar.
Já caminhando para o centro, haviam as figuras do grande estadista Ulysses Guimarães (PMDB) e Mário Covas, representando o recém-fundado PSDB, com bandeiras de centro-esquerda.
Já na esquerda, haviam o Lula (PT) ainda não muito conhecido e que não gozava da confiança de grande parte da sociedade brasileira. Havia o Leonel Brizola (PDT), representante histórico do trabalhismo pós-Vargas e Jango, Fernando Gabeira (PV) representando a esquerda ambientalista, e Roberto Freire (PCB), que anos mais tarde, deixou as ideias comunistas e se aventurou pela social-democracia.
Nessa eleição, pernambucanos se destacaram, pois além de Lula e Freire, que são pernambucanos, havia o Fernando Lyra, tio da atual governadora Raquel Lyra, como candidato a vice do Brizola.
Houve até o ensaio de uma candidatura do apresentador Sílvio Santos, que acabou não acontecendo. O resto da história já conhecemos: Collor e Lula foram para o segundo turno, que acabou sendo vencido por Collor, que se tornou o primeiro presidente eleito diretamente após 1960 e o mais jovem presidente da história brasileira. O que aconteceu depois não vem ao caso no momento.








