Sempre aprendemos que "pau que bate em Chico deve bater em Francisco", mas parece que isso não se aplica aqui em Pernambuco. Explicando: o STF, através do ministro Gilmar Mendes, determinou a apuração das denúncias de suposta arapongagem, para investigar se da parte da Polícia Civil houve alguma espionagem contra adversários da atual governadora Raquel Lyra (PSD).
Mas, por curiosidade, o mesmo ministro decidiu pelo trancamento das investigações do Ministério Público contra servidores da Prefeitura do Recife, por suposto desvio de finalidade. O atual prefeito do Recife é João Campos (PSB), pré-candidato ao governo de Pernambuco e que deverá enfrentar Raquel nas urnas.
Todas as denúncias devem ser apuradas, doa a quem doer. E se comprovada a culpabilidade, a punição tem que ocorrer. Mas neste caso específico, porque se investigar uma e não a outra? Do mesmo modo que o Governo de Pernambuco deve ser alvo de investigação por essa questão da espionagem, cabe acontecer o mesmo com a Prefeitura do Recife para que se apure as denúncias feitas. Lembrando que investigação não significa culpa. Mas uma coisa é certa: quem não deve, não teme.

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