Vem aí mais uma eleição, e ao que parece, novamente o Brasil repete a tragédia da polarização política que não feito bem à nação. Desde 2018, as eleições não têm mais sido pautadas por propostas, mas por discursos populistas e apelativos para a população brasileira.
Em 2018, surfando na onda de várias denúncias de corrupção contra o PT, Jair Bolsonaro emergiu, e disputou a eleição contra Fernando Haddad, que era o candidato de Lula, que estava preso. Bolsonaro venceu a eleição.
Em 2022, a disputa foi direta entre os dois. Lula venceu e Bolsonaro contestou a vitória do petista. O processo acirrado e tumultuado culminou com uma tentativa de golpe, da qual os bolsonaristas duvidam que realmente aconteceu - assim como os petistas duvidavam das acusações que levaram Lula à prisão em 2018.
Em 2026, parece que o filme de 2018 vai se repetir, mas de forma contrária: Lula deverá disputar a eleição contra Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente, que se encontra preso e condenado por uma tentativa de golpe de Estado. Se na época, o vilão era Sérgio Moro, agora é Alexandre de Morais. E o Brasil vai levando mais gols da Alemanha....
Se confirmar estes dois nomes, será mais uma eleição sem propostas concretas para o Brasil, que vive momentos delicados em sua História. Outros candidatos têm procurado espaço, mas esbarram na polarização e não conseguem passar sua mensagem a grande parte do povo brasileiro, que insiste na escolha de apenas dois pólos políticos, que colocam em risco a jovem democracia brasileira que acaba de ficar quarentona.

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